domingo, 6 de junho de 2010

Dias e dias!

Tem dias que nossa vida já não nos serve...
dias enfadonhos que custam passar, que um segundo dura uma eternidade...
eternidade de desejos, anseios, dúvidas, sobretudo, dúvidas.
Elas sempre me acompanham nestes dias fúnebres, são tantas que estravasam o cotidiano e habitam o plano dos sonhos...
E como quem tenta evitá-las, faz-se coisas para não pensar na tão constante dúvida. Atividades corriqueiras que longe estão de uma ação, pois como diria Grotowiski "Ação vem de dentro, da coluna vertebral". Numa dessas tentativas, parecemos pessoas ativas, fazendo tudo, quando no fundo não estamos fazendo nada, pois toda a energia está morta. Não há o êlan da ação, só a nossa cabeça age, e age distintamente da atividade, pois com ela estamos de fato realizando uma ação: Pensando. Ah! como pensar é difícil. Seria mais fácil se não precisássemos nos questionar, se aceitássemos a vida como ela é. Mas não, não é assim que consigo ser e nessa palavrinha aparentemente tão simples reside toda inquietação: Ser é um processo complexo!

Lu!